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Archive for the ‘Espaço livre’ Category

22Set16

Olá amigos

O blog, claro, terá posts exclusivos, como os planejados durante a viagem para a Malásia, na próxima semana. Mas enquanto não os redijo disponibilizo aqui os links dos textos que produzo para o GloboEsporte.com ,  como este abaixo. A reportagem dá uma panorâmica da disputa entre Rosberg  e Hamilton no campeonato e mostra o histórico dos dois pilotos da Mercedes nas seis etapas que restam, este ano, nas temporadas de 2014 e 2015. Se tivesse de apostar, colocaria seis fichas em Hamilton e quatro em Raikkonen.

http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/livio-oricchio/noticia/2016/09/graficos-comparam-favoritismo-entre-nico-e-lewis-nas-ultimas-seis-corridas.html

Abraços

 

 

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Olá amigos

Nos próximos dias nós vamos falar mais sobre o GP de Cingapura, pois há muito o que resgatar e discutir. Por enquanto, focalizo meu interesse na vitória extraordinária da Nico Rosberg, da Mercedes. No vídeo do link falo sobre sua conquista, em condições bem difíceis, atestando sua grande evolução como piloto. Abraços.

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Ferrari, a caminho do desastre

15Set16

Nice, França

Olá amigos

Escrevo de Nice, na França, onde resido. Não viajei a Cingapura, mas estarei no GP da Malásia e depois nas corridas da América do Norte, Estados Unidos e México, além do GP do Brasil, claro.

Redigi, nesta quinta-feira, para o GloboEsporte.com, um texto sobre Sebastian Vettel e a Ferrari lembrarem, no Circuito Marina Bay, a última vitória de ambos na F1. Quem o lê obviamente subentende a minha visão dessa reestruturação técnica da equipe italiana. Agora, aqui, vou expor mais objetivamente o que penso sobre o futuro da Ferrari.

Com a dispensa irresponsável de James Allison, em julho, foram embora também dez técnicos contratados pelo engenheiro aeroespacial inglês, dentre eles o sul-africano Dirk de Beer, chefe de aerodinâmica, com quem trabalhou na Renault e Lotus por anos.

Depois do GP da Grã-Bretanha, no início de julho, deu o chamado “cinco minutos” em Sergio Marchionne, presidente da Fiat e da Ferrari, e no melhor estilo do que faz na indústria que administra com competência dispensou o departamento técnico que produziu, no ano passado, um carro eficiente, o modelo SF15-T, vencedor de três etapas do Mundial, com Vettel, Malásia, Hungria e Cingapura.

Essas vitórias associadas ao investimento solicitado por Allison em algumas áreas, como a de simulação de corrida na sede de Maranello, levaram Marchionne a estabelecer uma meta ousada para este ano: lutar pelo título com a Mercedes.

Mas o modelo SF16-H, de 2016, não correspondeu à meta um tanto irrealista de Marchionne, diante da diferença de performance que ainda havia entre as duas escuderias, e o resultado foi a completa reestruturação do departamento técnico da Ferrari, ainda em curso.

Por si só já é uma decisão de quem não entende como funciona a F1. O SF16-H tem problemas, como Vettel e Raikkonen sinalizam, a exemplo de não explorar todo o potencial dos pneus Pirelli nas sessões de classificação, algo bastante indesejável, pois os pneus já não têm a degradação de antes e largar na frente voltou a ser imprescindível, em condições normais, para pensar em pódio. As ultrapassagens se tornaram, de novo, bem difíceis.

Mas o problema maior do monoposto de Vettel e Raikkonen, este ano, tem sido o seu desenvolvimento. A Ferrari ficou para trás, e por muito, em relação a Red Bull. Há um motivo básico: a esposa de Allison faleceu em março, inesperadamente, e o deixou perdido. Com três filhos pequenos em escolas na Inglaterra, abalado, o engenheiro dedicou a maior parte do primeiro semestre para cuidar da sua vida particular.

Esse fator interveio diretamente no desenvolvimento do SF16-H, pois Allison é seu pai.

Marchionne entendeu que o grupo técnico da Ferrari não era capaz e tal qual faz quando seus diretores na indústria não atingem as metas, mandou todos embora na escuderia de F1. Simplesmente uma loucura, F1 não é indústria, as soluções de uma não se aplicam na outra. Uma reação inconsequente, também, por não haver no mercado profissionais do nível e Allison e o regulamento de 2017, muito distinto do atual, exigir um grupo dentre os mais capazes e experientes.

Lembro de ter escrito um texto quando Marchionne assumiu a Ferrari, em novembro de 2014, em substituição a Luca di Montezemolo, profissional com grande vivência na F1. O texto mostra como era mais ou menos óbvio que essa seria a decisão de Marchionne. Se você tiver interesse, recomendo a leitura:

http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2014/11/ferrari-tem-perspectivas-sombrias-pela-frente-na-formula-1.html

Mattia Binotto, que colocou ordem na casa na área das unidades motrizes, como administrador, foi escolhido por Marchionne para coordenar a reestruturação técnica da Ferrari, tem fama de ser capaz. Sua função é, em essência, a que Ross Brawn desempenhou nas equipes onde passou. Mas quem Binotto poderia recrutar para dar sequência ao complexo projeto de 2017, iniciado pelo grupo de Allison? É preciso liderança, conhecimento de causa, experiência com projetos de F1.

E na área de aerodinâmica, junto da unidade motriz as mais importantes do carro, quem eleger para essa função capital numa equipe de F1?

Há um acordo entre os chefes da F1 de que se um técnico se transferir de uma para outra escuderia ele deve permanecer um ano sem trabalhar. Assim, se a Ferrari convencesse alguém para substituir Allison, e com a mesma capacidade são poucos, teria de esperar até julho de 2017 para esse profissional começar a trabalhar, o que quer dizer que até mesmo o projeto de 2018 não teria sua assinatura.

Marchionne disse que deseja valorizar engenheiros já em atividade na Ferrari. Binotto montou um colégio para deliberar tudo sobre o modelo de 2017, as decisões são tomadas em grupo, onde o desenhista-chefe nos últimos anos, Simone Resta, passou a exercer um papel de liderança. Acontece que Resta fazia o que Nikolas Tombazis, diretor técnico de 2007 a 2013, e depois Allison pediam. Não criava nada. As diretrizes vinham dos diretores técnicos que acompanhavam de perto as soluções do time de desenho coordenado por Resta .

Agora Resta assume em parte a responsabilidade que foi de Tombazis e Allison.

Pior: Binotto foi buscar no programa de GT3 da Ferrari o engenheiro Enrico Cardile, que, acredite ou não, trabalhava no desenvolvimento do modelo de série Ferrari GT 488 para as séries de GT3 pelo mundo.

Responda, por favor: o que tem a ver o desafio de engenharia de um carro de turismo com um monoposto de F1? Nada. E é Cardille que assinará a aerodinâmica do modelo de 2017 da Ferrari.

Para o plano de Marchionne dar certo, levando em conta o que a história da F1 nos mostra, e o presidente da Ferrari parece desconhecer, será preciso que esses novos engenheiros tenham lampejos de genialidade. E não pode ser apenas um dos técnicos, mas vários, pois o sucesso de um projeto na F1 decorre da perfeita integração das várias soluções para cada uma das áreas do carro.

Esse é o segredo e o universo onde Adrian Newey costuma fazer a diferença, a integração das soluções. Uma é função da outra.

Vou fazer uma previsão aqui: as chances de na segunda metade do campeonato do ano que vem a Ferrari viver outra revolução estrutural é bem maior do que assistirmos ao êxito do projeto de 2017, concebido por um grupo de motivados técnicos, mas sem a experiência e até malícia exigida para interpretar o complexíssimo desafio do regulamento de 2017.

Pela primeira vez na história, o que será exigido não é a redução de pressão aerodinâmica, mas o aumento, com carros mais largos, bem como os pneus. As unidades motrizes serão, da mesma forma, novas, não há mais o critério de tokens para administrar seu desenvolvimento, está tudo livre. As unidades que vêm aí devem tocar a casa dos mil cavalos de potência.

Sabe o que ouvi de profissionais da F1 nos últimos meses? Dou nome aos bois: Pat Symonds, da Williams, Geoff Willis, Mercedes, Andrew Green, Force India, Gunter Steiner, Haas, engenheiros que há décadas respondem gentilmente minhas questões. “Acredito que vamos começar o campeonato com carros entre cinco e seis segundos mais rápidos que os atuais. E na segunda metade da temporada eles serão ainda mais velozes”, disse-me Symonds.

Imagina o grupo jovem da Ferrari encarando esse megadesafio de engenharia. Tomara dê certo, vi nesses anos todos que quando a Ferrari está forte há muito mais público nos autódromos e o próprio interesse pela F1 cresce como um todo. Mas seria surpreendente, você não acha? Não é o que aconteceu nos 67 anos de história do evento, notadamente nesses tempos de tecnologia ultracomplexa como nos últimos anos.

O mais provável é eu ganhar a aposta e até, quem sabe, Marchionne deixar a presidência da Ferrari na segunda metade de 2017, por sua ideia de solução caseira ter se mostrado desastrosa. Mas, como disse, aprendemos a nunca dizer nunca, apenas pouco provável. Por isso afirmo ser pouco provável que Vettel, em 2017, nessa altura do campeonato, o GP de Cingapura, estará festejando sua condição de candidato ao título.

Abraços, amigos.

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Retorno ao blog

Nice, França

Olá amigos

É com imenso prazer que volto a me comunicar com vocês através do blog, depois de quase três anos ausente. Eu o criei há uns 12 anos, quando surgiu essa forma de expormos nosso trabalho, narrar nossas experiências, tudo mais informal, íntimo, por vezes confessional. E agradável, acredite, para quem escreve.

Desenvolvemos certa cumplicidade com o leitor, pois nos manifestamos na primeira pessoa. Por vezes tenho a sensação de estarmos lado a lado e eu compartilhando meus pensamentos com você. Que risco, hein?

O blog nos dá a chance de abordarmos temas que não combinam com uma reportagem convencional por serem de caráter pessoal. Cabem num blog, por exemplo, a descrição dos detalhes de uma viagem, de uma cena engraçada, de um instante surpreendente de solidariedade, amor, egoísmo, rebeldia.

Mais: vale falar de um restaurante inesquecível, do tipo bizarro que sentou do nosso lado no avião, o confronto de culturas, a demonstração de carinho da Frau Gertrud, a inesperada tempestade de areia enfrentada a caminho do autódromo ou ainda o desconforto de uma dor de barriga depois de comer demais, dentre tantos outros.

O que não quer dizer, por favor, que não posso abordar o próprio tema maior de nossa profissão. No meu caso, desmistificar esse negócio apaixonante chamado corrida de automóvel, apimentado por um tempero sem o qual a vida flui menos facilmente: a velocidade.

Sobre automobilismo, aqui no blog vou me limitar a expor a minha opinião, em especial a F1, a qual sigo de perto há 27 anos. Você se lembra, celebrei no GP dos EUA do ano passado meu 400.º GP como jornalista. As entrevistas, reportagens, análises, os textos especiais que produzo seguirão sendo apresentados no site http://www.globoesporte.com, para quem tenho orgulho de trabalhar.

Importante: o blog não estará hospedado em nenhum portal. Vou chamar os textos e vídeos que produzir no Facebook, Twitter e Youtube.

Devo confessar: sentia falta de poder contar certas experiências que vivi nesse período de ausência. Eu me divertia bastante quando compartilhávamos o blog. Verdade, cruzamos com todo tipo de gente, por vezes cidadãos indelicados, pouco receptivos a opiniões distintas da sua. Mas faz parte. A paixão gera extremismos.

Aprendi nessas quase três décadas de andanças pelo mundo, onde conheci cerca de 60 países, a assimilar o que existe de bom e simplesmente conviver com o que não trânsita com desenvoltura no meu conjunto de valores, permeável, diga-se, mas sem maiores julgamentos.

Vamos lá. Temos encontro marcado nesse espaço, agora, com certa regularidade. Grande abraço, amigos!

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10/VI/14

Nice, França

Olá, amigos, acabo de chegar em casa, depois de voar de Montreal para Zurique, 7 horas e 30, e mais uma hora até aqui, Nice.

Faz calor no Sul da França. Acredito que na próxima semana o Blog já vai estar o UOL e estaremos bem mais próximos, então.

Reescrevi um texto que havia feito há dois anos sobre uma carona que Bernie Ecclestone me deu no GP do Canadá de 2012. Coloquei

algumas fotos, também. A história é curiosa. Pode ser lida no link abaixo.

Abraços!

http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2014/06/10/o-dia-em-que-bernie-ecclestone-me-deu-carona.htm

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26/IV/14

Nice, França

Olá amigos.

Estou ausente do blog, mas tão logo comece sua hospedagem no UOL será bem diferente.

Entrevistei Jacky Ickx, sábado, aqui do lado de onde estou, em Mônaco, para falar da edição de 1984 da prova no Principado.

Foi uma experiência interessante. Se puderem, leiam no link abaixo, recomendo a leitura. Ickx deu a sua versão do porquê

decidiu interromper a corrida na 32.ª volta de um total de 76. Prost ficou com a vitória, Senna, na sua sexta prova na

Fórmula 1, em segundo.

Se for possível também, escrevam o que pensam. E nas respostas aos comentários coloco a minha visão.

http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2014/05/26/30-anos-depois-carrasco-de-senna-explica-interrupcao-de-gp-em-monaco.htm

Grande abraço!

 

 

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O blog está de volta

09/IV/13

Nice, França

Olá amigos!

Escrevo de Nice, na França. Cheguei há pouco de Manama, a capital do Bahrein, e já na terça-feira viajo a Xangai, para a terceira etapa do campeonato, o GP da China. Puxa, que bom nos encontrarmos aqui neste espaço de novo. Sentia falta dessa conversa mais coloquial, íntima, sem as formalidades dos textos para a grande mídia.

Não falo em novo projeto porque se trata da continuação do que vinha fazendo no blog hospedado de 2005 até novembro do ano passado no portal do Estadão. Saí de lá, escrevo agora para o UOL e tenho liberdade para levar adiante o meu blog.

Se há algo que vou tentar fazer diferente, agora, é ter maior interatividade com quem comenta no blog. Acredite, nem sempre é possível. Na volta de Manama para cá, por exemplo, fiz conexão em Abu Dabi, depois em Amsterdã, sempre com curto espaço de tempo entre um voo e outro, não permitindo, por vezes, sequer ler o noticiário da F1.

Como sempre, vou ler o que os seguidores do blog têm a dizer e, quando for o caso, concordar, discordar, procurar esclarecer, desmistificar, enfim, incrementar ainda mais o fórum onde os apaixonados por F1, em especial, possam discutir os mais variados temas. Como sempre deixei claro, aprendo aqui mais do que as pessoas pensam.

Adotei um formato simples para o blog, como pode ser visto. Espero, contudo, oferecer textos com densidade de informação, análise e opinião, o que cobro de mim implacavelmente. Repare que as seções do blog não são lá muito distintas do que já fazia e me davam imenso prazer.

Chega de conversa e vamos ao trabalho. Vou colocar hoje no ar um texto sobre o que vi e ouvi sobre a impressionante vantagem técnica da Mercedes nesse início de campeonato. Meus amigos da Fórmula 1 me contaram coisas muito interessantes a esse respeito.

Tenho grande prazer em novamente poder dividir minhas experiências, emoções com vocês. Obrigado pelas mensagens de apreço ao meu trabalho nesse espaço de tempo. Grande abraço a todos!

 

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